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Reforma Tributária: o que muda e como isso impacta empresas e consumidores?

A Reforma Tributária é, sem dúvida, uma das maiores transformações já vistas no sistema de impostos do Brasil, e, após décadas de debates, ela finalmente ganhou forma com a Emenda Constitucional nº 132/2023 e com a publicação da Lei Complementar nº 214/2025, que detalha como tudo vai funcionar na prática.

Mas, afinal, o que essa reforma realmente muda? Como ela impacta empresas, consumidores e o funcionamento da economia? E por que ela é tão importante?

Aqui, você vai entender de maneira simples, clara e completa tudo o que envolve a Reforma Tributária, desde a criação dos novos impostos ao período de transição e às regras para quem está no Simples Nacional.

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Por que a Reforma Tributária era necessária?

O sistema tributário brasileiro sempre foi um dos mais complexos do mundo, com vários impostos sobre o consumo, regras diferentes para cada estado e município, cobranças sobrepostas e dificuldades até para calcular quanto realmente se deve pagar.

A Reforma Tributária nasce para solucionar esse cenário, com objetivos bastante claros:

  • Simplificar o sistema tributário;
  • Unificar regras, reduzindo a confusão entre estados e municípios;
  • Tornar os tributos mais transparentes;
  • Estimular o consumo e a produção, diminuindo distorções;
  • Combater a guerra fiscal entre estados;
  • Promover justiça tributária, devolvendo parte dos impostos para famílias de baixa renda (mecanismo chamado de cashback).
Reforma tributária

E quais são os novos impostos?

Atualmente, o sistema separa por “empresa de comércio” e “empresa de serviços”, o que implica que o comércio paga o ICMS e os serviços ficam com o ISS.

A partir da reforma tributária, essa distinção deixa de existir e toda empresa, de qualquer setor, passará a pagar IBS e CBS nas operações de fornecimento de bens e serviços. Vamos entendê-los melhor…

IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)

O IBS é um tributo estadual e municipal, criado para substituir dois impostos antigos ICMS (estadual) e ISS (municipal).

Ele incide sobre qualquer fornecimento, seja venda de mercadoria, prestação de serviço, disponibilização de bem, aluguel… Tudo entra na regra geral.

CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)

Já o CBS é um tributo federal, criado para substituir o PIS e o Cofins.

Ele também é um tributo sobre consumo, com crédito e débito, dentro do sistema de não cumulatividade plena, que é muito mais moderno e simples.

E o IBS e a CBS seguirão a lógica do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), em que cada empresa paga imposto apenas sobre o valor que adiciona ao produto ou serviço, e não sobre tudo o que veio antes.

Na prática, ambos funcionam de forma similar e têm as mesmas regras:

  • Crédito na entrada;
  • Débito na saída;
  • Não cumulatividade;
  • Alíquota única para tudo (salvo exceções previstas na Lei Complementar).

E o resultado? Menos distorções, mais transparência e um sistema mais alinhado com a economia moderna.

O centro da reforma tributária é a criação do IVA Dual, um modelo adotado por mais de 170 países.

Como será o cálculo?

Ambos seguirão o princípio da não cumulatividade plena, o que significa que cada empresa paga imposto apenas sobre o valor que agregou ao produto ou serviço, descontando tudo que já foi pago anteriormente.

Esse mecanismo reduz custos na cadeia produtiva e ajuda a baratear a produção.

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Como será o período de transição

Para evitar impactos bruscos, a Reforma Tributária será implementada aos poucos. O cronograma funciona assim…

Em 2026, será o ano de teste, em que entra em vigor uma alíquota simbólica de 0,1% de IBS e 0,9% de CBS.

Já em 2027, o PIS e Cofins deixam de existir, a CBS passa a valer integralmente e começa a aplicar o Imposto Seletivo (IS).

De 2029 a 2032, o ICMS e ISS começam a ser reduzidos gradualmente e o IBS aumenta de forma progressiva, para em 2033 o ICMS e ISS serem extintos e o IBS e CBS passam a funcionar plenamente.

Reforma tributária

Vale lembrar também do Imposto Seletivo (IS) e do Simples Nacional…

Este, que foi criado para desestimular produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, será um imposto de caráter regulatório. Nele, deve envolver produtos como bebidas alcoólicas, cigarros e produtos altamente poluentes.

Ele será cobrado uma única vez (monofásico) e não integrará sua própria base de cálculo, mas fará parte da base do IBS e da CBS.

Já quanto ao Simples Nacional, as micro e pequenas empresas continuarão com um tratamento diferenciado. Ele terá duas opções:

  1. Incluir IBS e CBS dentro do próprio Simples (PGDAS-D)

A apuração continuará unificada nos anexos do Simples, como já acontece hoje.

  1. Recolher IBS e CBS fora do Simples

Nesse caso, o empreendedor passa a seguir a lógica do regime regular para esses dois tributos, podendo inclusive aproveitar créditos de IBS e CBS, algo que não existirá para quem continuar tributando pelo PGDAS-D.

A escolha será feita duas vezes por ano e é irretratável durante o semestre.

E ainda tem as mudanças importantes para as empresas…

A Reforma Tributária também traz mais outras regras relevantes, que envolvem a definição clara sobre o local de tributação de serviços e bens, assim como a não incidência em operações como fusões, incorporações e transferências internas.

Ainda há a imunidade para livros, jornais, templos religiosos, partidos políticos, entidades assistenciais e exportações, a criação do Comitê Gestor do IBS e a avaliação periódica do sistema tributário para ajustes futuros.

Essas mudanças pretendem tornar o sistema mais coerente, transparente e previsível.

Reforma tributária

O impacto disso tudo será sentido no dia a dia da população

Apesar de ser uma transformação estrutural, o principal efeito para o cidadão aparece no consumo. A tendência é:

  • Mais clareza sobre o que estamos pagando;
  • Preços mais equilibrados entre estados;
  • Redução de distorções entre produtos;
  • Devolução de parte dos tributos para famílias de baixa renda (cashback).

A longo prazo, espera-se um ambiente econômico mais saudável, com menos burocracia e um mercado interno mais competitivo.

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Agora é hora de nos preparar!

A Reforma Tributária é um passo histórico para modernizar a economia brasileira e, por mais que não resolva tudo de imediato, cria bases mais sólidas para um sistema mais simples, eficiente e justo.

Será necessário se adaptar, entender as regras, planejar tributos e rever processos, por isso é muito importante estar preparado nesta nova etapa e garantir que tudo saia dentro dos conformes.

Mais do que uma mudança de impostos, essa reforma é uma mudança de estrutura, e acompanhar suas etapas será essencial para todos. E a Hatha Contabilidade está preparada para ser sua parceira nesse processo. Vamos juntos?

Entre em contato através de nosso Instagram @hathacontabilidade, pelo nosso e-mail hatha@hathacontabilidade.com.br ou ligando para o número (84) 3089-0338!

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